terça-feira, dezembro 27, 2005 

Corpos que foram viagem



Há corpos que foram viagem, que o mar das trevas sempre sulcaram, sem que o sol os iluminasse

 

Sinais rasgando a carne



E sempre as vozes que se não ouvem, os sinais que, rasgando a carne, nos marcaram o olhar do quarto escuro que não abro

 

Um pedaço de corpo



Há um pedaço de corpo despedaçado e sem sentido, quando a alma, afinal, não é pequena e nos sustenta

 

O muro



O limite é um muro que nos esconde um pedaço de estrada, ensombreando o sonho de quem sou e sofro